DITAMBAH: O ROCK QUE NASCE DO NORTE E NÃO PEDE LICENÇA
Entre o regional e o urbano, a banda transforma identidade amazônica em som cru e autoral
Em um passado não tão distante, a música produzida em Roraima carregava um rótulo pejorativo: “tambaqui music”. A expressão, usada por quem não compreendia a força das referências amazônicas, tentava reduzir uma identidade rica e em construção. Hoje, o cenário é outro. Consolidado, o Movimento Roraimeira impulsionado por nomes como Eliakin Rufino, Neuber Uchôa e Zeca Preto não apenas resistiu, como passou a gerar frutos dentro e fora da música regional.
É nesse contexto que surge a Ditambah, uma banda que assume suas raízes, mas não se limita a elas. O grupo incorpora o regionalismo como influência, traduzindo-o em uma linguagem mais urbana, direta e conectada com o rock. Ao mesmo tempo, carrega na essência a atitude do punk rock dos anos 80, criando um som que equilibra crítica, poesia e energia.
Com pouco mais de nove meses de estrada, a Ditambah já construiu um currículo respeitável. Passou pelo Grito do Rock, onde se apresentou em duas noites e para públicos distintos, e marcou presença no Festival Canto Forte, classificando a música “Beiral”. A faixa chamou atenção pela sonoridade crua e pela abordagem crítica e poética sobre o problema das drogas na capital roraimense.
A repercussão abriu portas. A banda lançou seu primeiro single pelo selo Roraima Discos, disponibilizado gratuitamente, e na sequência emplacou mais duas faixas “Fé Demais Não Cheira Bem” e “Cachorro Louco” integrando a coletânea Roraima Rock N’ Roll, ao lado de nomes já consolidados da cena macuxi, como Yekuana, Garden e Sheep.
O reconhecimento também veio do público. Com votação expressiva, a Ditambah venceu a enquete do Roraima Sesc Fest Rock, garantindo vaga nas prévias etapa que também venceu, confirmando presença na segunda noite do festival.
Quem é a Ditambah:
Alexandre Horta — guitarra
Jorge Holanda — baixo
César Matuza — bateria
Rodrigo Mebs — vocal
Proposta
Fazer rock autoral com identidade, explorando influências diversas e priorizando letras com densidade poética e crítica social.
O nome
“Ditambah” nasce de “banda de tambaqui” ou “banda de tamba” somado às iniciais dos integrantes: o “H” de Horta e Holanda, e o “M” de Mebs e Matuza. Um nome que carrega origem, identidade e pertencimento.
Meta
Lançar o primeiro álbum já em andamento , realizar grandes shows e expandir o som pelos estados da Amazônia.
Para acompanhar novidades, lançamentos e agenda de shows, basta acessar a página oficial da banda no Facebook: “Ditambah”.
Barbie Dantas
17:11

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