quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ROTAÇÃO PERFEITA

ROTAÇÃO PERFEITA: DO PALCO ESCOLAR AO HARDCORE SEM FILTRO
Entre mudanças de formação e identidade sonora, a banda segue firme na construção do próprio caminho

A Rotação Perfeita surgiu em 2013, inicialmente como uma brincadeira entre amigos que se reuniram para uma apresentação cultural na escola. O que era apenas um momento pontual acabou ganhando força com o tempo.

Após algumas apresentações no ambiente escolar, o grupo foi convidado para tocar na TV  um ponto de virada que marcou o início de uma trajetória mais séria. Foi nesse momento que adotaram o nome “Rotação Perfeita” e decidiram sair dos muros da escola para encarar a cena de frente.

A formação original contava com Anderson Alves (bateria), Ângelo Biase (guitarra), Dioclécio Alves (baixo), Fabrício Viana (vocal) e Matheus Gonçalves (vocal).

Com o pé na estrada, a banda passou a marcar presença em eventos como Grito Rock e Red Garage , este último organizado pelos próprios integrantes em parceria com a banda Red Roof. Ao longo do caminho, vieram as primeiras mudanças: Fabrício assumiu o baixo, enquanto Dioclécio migrou para a segunda guitarra.

Foi com essa formação que a Rotação Perfeita gravou seu primeiro single, “Obrigação Civil”, consolidando sua identidade sonora dentro do hardcore  que varia entre o melódico e o mais agressivo.

As influências passam por nomes como Dead Fish, Raimundos, Worst, CPM 22 e Blink-182, refletindo diretamente na energia e na proposta musical da banda.

Recentemente, o grupo passou por novas mudanças: Dioclécio e Matheus deixaram a formação, e os vocais passaram a ser divididos entre Fabrício e Ângelo, com a banda seguindo agora com apenas uma guitarra.

Mesmo com as transformações, o objetivo segue claro: lançar o primeiro EP e continuar evoluindo dentro da cena  com a mesma convicção de quem acredita no próprio som e não pretende parar.

Para acompanhar as novidades da banda, o público pode acessar a página oficial no Facebook: “Rotação Perfeita”.

                                                             Foto: Diane Sampaio

                                                 Evento Cultural
E aqui desejamos sorte e muito sucesso para os carinhas da Banda Rotação Perfeita, e ficaremos ligados esperando muito Rock’N Roll roraimense.


Barbie Dantas


DITAMBAH

DITAMBAH: O ROCK QUE NASCE DO NORTE E NÃO PEDE LICENÇA
Entre o regional e o urbano, a banda transforma identidade amazônica em som cru e autoral

Em um passado não tão distante, a música produzida em Roraima carregava um rótulo pejorativo: “tambaqui music”. A expressão, usada por quem não compreendia a força das referências amazônicas, tentava reduzir uma identidade rica e em construção. Hoje, o cenário é outro. Consolidado, o Movimento Roraimeira  impulsionado por nomes como Eliakin Rufino, Neuber Uchôa e Zeca Preto  não apenas resistiu, como passou a gerar frutos dentro e fora da música regional.

É nesse contexto que surge a Ditambah, uma banda que assume suas raízes, mas não se limita a elas. O grupo incorpora o regionalismo como influência, traduzindo-o em uma linguagem mais urbana, direta e conectada com o rock. Ao mesmo tempo, carrega na essência a atitude do punk rock dos anos 80, criando um som que equilibra crítica, poesia e energia.

Com pouco mais de nove meses de estrada, a Ditambah já construiu um currículo respeitável. Passou pelo Grito do Rock, onde se apresentou em duas noites e para públicos distintos, e marcou presença no Festival Canto Forte, classificando a música “Beiral”. A faixa chamou atenção pela sonoridade crua e pela abordagem crítica e poética sobre o problema das drogas na capital roraimense.

A repercussão abriu portas. A banda lançou seu primeiro single pelo selo Roraima Discos, disponibilizado gratuitamente, e na sequência emplacou mais duas faixas “Fé Demais Não Cheira Bem” e “Cachorro Louco”  integrando a coletânea Roraima Rock N’ Roll, ao lado de nomes já consolidados da cena macuxi, como Yekuana, Garden e Sheep.

O reconhecimento também veio do público. Com votação expressiva, a Ditambah venceu a enquete do Roraima Sesc Fest Rock, garantindo vaga nas prévias  etapa que também venceu, confirmando presença na segunda noite do festival.


Quem é a Ditambah:
Alexandre Horta — guitarra
Jorge Holanda — baixo
César Matuza — bateria
Rodrigo Mebs — vocal


Proposta
Fazer rock autoral com identidade, explorando influências diversas e priorizando letras com densidade poética e crítica social.


O nome
“Ditambah” nasce de “banda de tambaqui”  ou “banda de tamba” somado às iniciais dos integrantes: o “H” de Horta e Holanda, e o “M” de Mebs e Matuza. Um nome que carrega origem, identidade e pertencimento.


Meta
Lançar o primeiro álbum  já em andamento , realizar grandes shows e expandir o som pelos estados da Amazônia.


Para acompanhar novidades, lançamentos e agenda de shows, basta acessar a página oficial da banda no Facebook: “Ditambah”.

Barbie Dantas

 
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